segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Carnaval está a chegar!

Caro (a) Leitor (a)

O carnaval está a chegar e este post é inteiramente dedicado ao dito cujo! Até ao momento ainda não sei qual a programação do Entrudo na nossa cidade! Confesso que não deverá ser muito diferente das edições anteriores! Penso que para se conseguir uma boa iniciativa teria que haver um trabalho preparatório antecipado em alguns meses em vez de culminar na habitual programação como até aqui! 
Confesso que fiz um trabalho de recolha de memória social em torno do entrudo na vila de Amareleja e fiquei surpreendido com o património cultural em torno das comemorações do dito cujo. Talvez pudesse ser uma solução para Beja trabalhar nesta recolha de memória social e com base numa investigação bibliográfica, recriar aquilo que em tempos era uma tradição secular no Jardim Bacalhau, envolvendo grupos e companhias de teatro, associações de jovens, estudantes e cidadãos anónimos naquele que poderia ser uma carnaval diferente e original do abrasileirado, é que quando fui à internet pesquisar "Carnaval em Beja" fui surpreendido com este video promocional da nossa "Vila" em terras do nosso irmão, será caso para dizer ao nosso presidente cá do burgo, que não leve a mal, pois é Carnaval!  

  

Caso querira ir até à vila de Cuba, para além do desfile, este ano pode contar com uma programação nocturna cheia de essência carnavalesca!


sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Eles andem´nai!

Caro(a) leitor(a)

A ausência prendeu-se com a pilha de trabalho acumulado nos últimos dias e por culpa dos ditos cujos que hoje merecem este post.
Nos campos do Alentejo nascem coisas tão boas como estas que vê na imagem. Uma tarde e 1 kilinho de cogumelos deu pretexto a um convivio inter-geracional em torno dos mesmos. Confesso que escarafunchei até mais não e de tudo o que comi, apenas uma cagaita era fruto do meu trabalho, ainda assim não foi em vão! Aprendi com quem sabe que isto de ir ao cogumelo tem que se lhe diga, arte e sabedoria que só os mais velhos podem ensinar!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Uma proposta Indecente!

Caro leitor

Hoje Soraia Chaves visita.... o KARAS! Vá lá dar um pezinho de dança e faça uma proposta indecente à menina!

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Tesourinho Deprimente (com adenda do PSD)

Caro(a) Leitor(a)

Qualquer semelhança com os tesourinhos deprimentes que consagrou os Gato Fedorento é uma mera coincidência.  Antes pelo contrário, o que aqui apresento é uma nova rubrica (posta) deste blog. Hoje o tesourinho deprimente é um dos pilares Beja Capital "Qualidade de Vida"!
Aproveito para dizer que fiquei surpreso com alguns dos cidadãos presentes e interlocutores deste pilar, incluindo quando falam do Jardim Público e outras dores de alma justificando, na opinião deles, que Beja não tem uma agenda para a qualidade de vida! Seria caso para perguntar... Então e agora? E esta hein?





terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Festival do Amor e outras dores de alma!

Caro(a) Leitor(a)

Confesso que não tenho tido muito tempo para vir actualizar o dito cujo para além de que, por muito que me esforce e queira escrever de diversos temas, o presidente cá do burgo, ou melhor, a actuação deste executivo não me dá grande margem de manobra! Este talvez fosse um dos posts que podia ter sido escrito há muito mais tempo, mas quis na altura, esperar para ver o que o futuro diria.
Presente numa reunião este fim de semana com algumas estruturas associativas no nosso concelho e depois de um repasto delicioso, a conversa informal à volta do associativismo e do papel do dirigente associativo, voluntário e benévolo bem como das associações enquanto verdadeiros pilares da democracia e de cultura foram os condimentos para uma boa conversa que serviu para tomar o pulso a propósito das difuculdades que se vivem desde a vitória do PS em Beja! 
Confesso que tinha noção das dificuldades de algumas estruturas, não imaginava contudo que tivessem a dimensão que hoje apresentam!
Desde Janeiro de 2010, que nenhuma destas associações recebe o apoio á actividade regular e pontual para não falar de uma inércia total dos serviços para dar resposta ao que as associações vão colocando. Ao contrário, o municipio vai apresentando as suas festas como forma de pagar alguns favores a alguém. Ainda não vi o procedimento concursal para o Festival do Amor, ou Festas da Cidade, aberto! Confesso que fiquei surpreso com a apresentação do mesmo quando vi o Sr. Jorge Caetano (vulgo Cocas) ao lado do vereador Miguel Góis a anunciar o dito cujo! Não é novidade para ninguém que ande por dentro das lides politicas em Beja, que o Sr. Jorge Caetano apoiou à 8 anos o PS em Beja e que apoiou a candidatura Beja Capital. Quando me refiro ao apoio não pense o leitor que é apoio figurino... não! É mais do que isso, é colocar os meios técnicos e logisticos de uma empresa ao serviço de uma candidatura!
Não é novidade que antes a Região de Turismo Planicie Dourada era o berço do Festival do Amor em Beja, patrocinado pelo Sr. Vitor Silva e que agora será a vez do municipio pagar. Mas o mais estranho disto tudo é ver a passividade daqueles que clamavam por transparência e isenção nos procedimentos concursais e que agora é tudo á descarada entre quem Governa o municipio e quem o apoiou descaradamente! Foi o stand do municipio na OviBeja e agora será o Festival do Amor! Pode consultar aqui o video da noite eleitoral em que para além dos "pêsames" está lá mais uma vez o Sr. Jorge Caetano (de blusa preta ás riscas brancas), ele sim, foi o grande vencedor da noite! Hoje começou o pagamento! As associações agradecem!



sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

O caminhante dá-lhe música para o dia dos Namorados!

A luta dos comboios e outras dores de alma!

Caro(a) Leitor(a)

Tem sido com alguma distância que tenho seguido os desenvolvimentos da situação dos comboios na nossa cidade. Já o tinha dito aqui que não tenho dúvidas de que a cidadania é um pilar importante da nossa democracia, não fosse ela social, politica e económica, mas não mais do que isso!Os movimentos de cidadãos são importantes para o envolvimento das populações e na criação de dinâmicas de luta e protesto pela reinvindicação de casos concretos, mas jamais, poderão arredar-se do combate politico e de politicamente pedir responsabilidades a quem de direito. Hoje vi que não sou o único a pensar assim.

Depois de me actualizar acerca do sucedido, fui confrontado com as declarações do Sr. Paulo Arsénio à alguns dias com muito alarido em torno de uns cartazes, devo dizer que apenas acho que depois das declarações do dito cujo ficou ainda mais claro que realmente os comboios causam dor de alma em algumas pessoas. 



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Namorado(a) ? O caminhante dá-lhe uma ajuda!

Caro (a) Leitor(a)

Aproxima-se o dia em que muitos serão os sentimentos vivenciados e partilhados entre eles e elas. Para alguns será o dia de a levar a Jantar fora, num clima romântico em que no fim da ceia existe a troca de presentes e lembranças ou simplesmente juras de amor eterno para ver se a noite corre de feição.
Para outros será a noite do encalhado, ou melhor dizendo, será a noite em que o macho latino procurará acabar de vez com a sua solidão e agarrar-se à estatistica de que tudo pode acontecer quando se diz que há 7 mulheres para cada homem.
Ainda há aqueles que já sofrem por antecipação e colocam anúncios no youtube como forma de chegar ao maior número de mulheres deste país e arredores, num acto de pleno desespero para encontrar a sua cara metade, caso disso é Alentejano Paulo Ruas  de odemira, o Thiago Mello do Brasil entre tantos outros, é só pesquisar! 
Cá pelo Burgo a noite é de tango no Pax Julia e sexy food por alguns dos restaurantes da cidade, se estiver teso já é um bom ingrediente para ficar em casa com sua mais que tudo e não andar por ai a esbanjar dinheiro feito parvo.
Se por acaso neste dia, entender que vai fazer um frete e que o mesmo não resolve nada a sua relação, deixo-lhe aqui um video com os passos que deve dar para que tude termine bem. 


Se por acaso for daqueles que anda a tentar compreender o cerebro delas e o seu também, não perca tempo em ver este video que lhe pode dar uma ajuda preciosa ou não...


Seja qual for o final dessa noite apenas lhe desejo que não desespere, tudo se arranja, tenha fé e acredite, afinal de contas o São Valentim é um santo! 

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Uma solene homenagem!

Caro(a) Leitor(a)

Quantos de nós presenciamos ou vivenciamos a perda de alguém que nos é chegado ou que marcou alguns momentos da nossa vida, independentemente do grau de parentesco, ou a inexistência dele. Quantos de nós percorrem o pequeno caminho da nossa existência, enquanto tal, envolto em intrigas e zangas valorizando o acessório e dispensável. Quantos de nós, não estamos presentes o quanto deveriamos estar, junto de quem nos ensina e partilha momentos de autenticidade, sabedoria, convivio fraterno e puro. Não importa a quantidade dos momentos vividos com alguém que nos é próximo mas sim a forma de estar que empregamos em cada um desses momentos. 
Hoje partiu uma pessoa que pela sua idade, transmitia uma força e alegria de viver espelhada em cada um dos poucos momentos que estive com ele e assim foi até ao fim, sempre com a esperança de que os tratamentos iniciados poderiam colocar o fim a uma doença que já não tinha solução. Partiu concretizando o que foi possível concretizar, deixou o que foi possível deixar. 
Nas cerimónia fúnebres recordei por breves momentos o "Vendedor de Sonhos" quando no seu caminho encontrou um velório. O mestre foi pedindo espaço para a multidão. À medida que se aproximava do caixão, as pessoas pareciam sofrer mais. Até que viu um homem jovem, de cerca de quarenta anos, cabelos pretos mas ralos, face emagrecida e sofrida, inerte no caixão. A esposa estava inconsolável. Os parentes e amigos próximos estavam todos enxugando as próprias lágrimas. O filho estava desesperado". ...

Quantas vezes nos vimos nesta situação, sentindo mais do que outros a dor da perda.

"O mestre, ao ver o desespero do garoto, deu-lhe um abraço e perguntou o nome dele e de seu pai. Então, para espanto de todos, olhou para os presentes e, com sua voz grave, proferiu algumas palavras que lhes tirou o chão. Palavras que poderiam precipitar um tumulto.
— Por que vocês estão desesperados?
 O senhor Marco Aurélio não está morto.
As pessoas tiveram reações distintas diante da sua atitude ousada. Mas o mestre não se perturbou. Começou a indagar com voz alta e firme:
— Não lhes peço que silenciem sua dor, mas que silenciem o desespero. Não espero que estanquem suas lágrimas, mas estanquem os altos níveis de angústia. A saudade nunca é resolvida, mas o desespero deve ser aquietado, pois não honra quem partiu.
As pessoas soltaram seus braços e começaram a perceber que o homem de vestes estranhas e barba proeminente podia ser excêntrico, mas era inteligente. O filho do morto, Antônio, e a esposa, Sofia, fixaram-se nele. Em seguida, com ar de serenidade difícil de definir, adicionou:
— Marco Aurélio viveu momentos incríveis, chorou, amou, se encantou, perdeu, conquistou. Vocês estão aqui tristes com sua ausência, mergulhados num sentimento de vácuo existencial, porque o estão deixando morrer no único lugar em que ele tem de continuar vivo. Dentro de vocês. Vendo as pessoas mais interiorizadas, usou novamente seu penetrante método socrático:
— Que cicatrizes Marco Aurélio deixou em suas emoções? Onde ele influenciou seus caminhos? Que reações marcaram sua maneira de ver a vida? Que palavras e gestos perfumaram seu intelecto? Onde este homem silencioso ainda grita nos recônditos de suas histórias?
Após proferir essas perguntas seqüencialmente, o vendedor de idéias deu um choque de lucidez em todos os que ouviam sua voz, inclusive em nós, que o seguíamos. Mais uma vez ficamos envergonhados pela nossa falta de sabedoria e sensibilidade. Ele refez a pergunta inicial que abalara os ouvintes:
— Este homem está vivo ou morto dentro de vocês?
As pessoas disseram que estava vivo. Imediatamente ele fez um comentário que tirou as pessoas do desespero e abrandou os ânimos:
— O Mestre dos Mestres quis demonstrar que o velório pode ser um ambiente de lágrimas, mas deve ser acima de tudo um ambiente saturado de elogios e recordações solenes. O luto deve ser um ambiente perfumado, uma homenagem para quem partiu. Um ambiente para contar seus gestos, declarar suas reações, comentar suas palavras. A maioria dos seres humanos tem algo para ser declarado. Por favor, contem-me os feitos desse homem! Declarem o significado dele na vida de vocês. Seu silêncio deve alçar vôo de nossa voz.
Foram incríveis vinte minutos de homenagens. As pessoas não sabiam descrever a fascinante experiência emocional que haviam tido. Marco Aurélio estava vivo, pelo menos dentro das pessoas que o velavam. Nesse momento, o mestre olhou para nós, seus discípulos, e disse:
— Antônio, veja como seu pai foi um ser humano brilhante, apesar dos defeitos dele. Não refreie as lágrimas; chore tantas vezes quantas desejar, mas não lamente desesperadamente sua perda. Ao contrário, honre-o vivendo com maturidade. Honre-o enfrentando seus temores. Elogie-o sendo generoso, criativo, afetivo, sincero. Viva com sabedoria. Creio que, se seu pai pudesse usar minha voz neste momento para lhe falar algo, ele daria gritos para encorajá-lo a viver: ”Filho, vá em frente! Não tenha medo do caminho, tenha medo de não caminhar!”

Este breve trecho do livro de Augusto Cury, "O vendedor de sonhos" resume o quanto deveria ser uma cerimónia fúnebre daqueles que nos acompanharam nestas curtas férias que a morte nos dá! Por mim hoje foi um dia de breves recordações e dos pequenos momentos que partilhei com ele, sem esquecer o último e breve momento em concretizar mais um desejo, no dia das eleições presidenciais votou, olhou apara mim e encolheu os ombros, como que dizendo este já está o resto não sei!  

sexta-feira, 4 de fevereiro de 2011

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Foicebook


Caro(a) leitor(a)

Está convencionado dizermos que "vem a talho de foice", a expressão idiomática para se dizer, por palavras diferentes, que "vem a propósito" falar-se disto já que se estava a falar daquilo. Quando alguma coisa vem a talho de foice, fazemos a ponte entre dois assuntos que, à partida, não têm ligação entre si. Mas só aparentemente é que não há vínculo entre eles, pois logo a seguir atamos as pontas separadas enquanto advertimos, "a talho de foice", que afinal uma coisa leva à outra.

Por exemplo, podíamos falar do inverno rigoroso com que fomos agraciados este ano. De caminho, enquanto resgatávamos da memória um anterior inverno tão severo, podíamos interrogar, a talho de foice, se o catastrofismo das alterações climatéricas faz sentido.Segundo exemplo, podíamos discutir a seriedade e honestidade do presidente cá do burgo a propósito da falta de dinheiro da CMB para pagar os subsidios em atraso ás associações, clubes desportivos, Juntas de Freguesia, etc, etc.. Para, a talho de foice, mergulharmos numa intensa discussão sobre a a veracidade dos factos depois de o municipio ter organizado a Beja Wine Night no 1º ano de mandato (100.000€), suportado algumas viagens ao estrangeiro do Sr. Presidente, de utilização de cartões de crédito etc. Terceiro exemplo: enquanto assistimos ao discurso habitualmente demagógico do senhor deputado do PS, Pita Ameixa, (na muito solene cerimónia em que esteve presente ou numa sessão qualquer do parlamento, circunstância em que ora), diríamos que vem mesmo a talho de foice falar de medicamentos que induzem o sono.

Esta é uma expressão idiomática que sempre me soou mal. Ouvia as pessoas dizerem "a talho de foice" e não percebia o que tinha o talho a ver com a foice. Pois se no talho se amanham as carnes dos animais já cadáveres que depois se expõem em nacos vistosos e se as foices são usadas para ceifar os cereais, tinha dificuldade em perceber a coerência entre as duas palavras. Naquela curiosidade típica da idade dos porquês que começa na infância e nunca mais pára, recordo-me de ter perguntado ao meu pai o que se pretendia dizer quando alguém pronunciava a expressão "a talho de foice". Sedimentei a resposta sem perceber a explicação. Continuei, pelo tempo fora, a coçar a cabeça de cada vez que escutava alguém dizer que isto vinha a talho de foice daquilo. A certa altura interroguei se não se tratava daquelas expressões idiomáticas que entram nos costumes sem nos darmos conta se elas têm qualquer significado.

O que é pedagógico é perfurar as paredes da expressão idiomática. Ela combina palavras que aparentemente encerram o significado da própria expressão. Qual é a relação causal entre o "talho" e a "foice"? Nos talhos não se comercializa o que é ceifado nas searas pelas foices empunhadas pelos camponeses. Da mesma forma que nos campos trabalhados pelas foices não se colhe mercadoria vendida nos talhos. Indo a fundo na expressão que combina dois termos tão em descompasso um com o outro, percebe-se o seu significado. Se, quando dizemos que isto vem a talho de foice em relação àquilo, queremos atar as pontas de dois assuntos que na aparência não têm qualquer relação entre si, faz todo o sentido dizer-se que "vem a talho de foice". O talho e a foice também não se entoam na mesma sintonia.

Que é como quem diz – pedindo o calão de empréstimo ao povo: quando se pensava que o cu não tinha a ver com as calças, afinal até tem.

Com isto... apenas queria dizer que a propósito do uso das novas tecnologias e redes sociais por parte do presidente cá do burgo, vem mesmo a talho de foice, lembrar que afinal não são só os comunistas que se queixam dele... Irrraaa
















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Hoje é dia de desforra!

Adenda: Porto - 0 Benfica - 2 Pode acompanhar o jogo aqui.