sábado, 31 de julho de 2010

Voluntariado!


Caro leitor(a)

Após alguma ausência trago um tema que sempre assumiu extrema importância à escala nacional. Sinto que muitas vezes é falado, mas poucas são as vezes que é valorizado. Não trago este tema por uma acção especial e individualizada de alguém, nem porque hoje houve alguma acção voluntariosa que merecesse especial destaque. Trago este tema porque o voluntariado é hoje um conceito mais vasto e mais abrangente na nossa sociedade. O voluntariado de hoje depara-se perante um paradigma diferente e mais dificil. 
Numa sociedade de consumo desenfreado em que os valores de solidariedade e disponibilidade para o outro são cada vez mais dificeis de encontrar. Basta ter como exemplo a associação, colectividade ou instituição lá da sua terra que quando vai a eleições encontra sempre dificuldades para que outros assumam responsabilidades. As relações laborais também se alteraram e os horários de hoje já não são os de ontem. No entanto é importante reter que a maioria dos dirigentes e activistas voluntários são trabalhadores por conta de outrém o que mostra a consciência social de quem se entrega a esta causa, colocando em muitos dos casos o voluntariado à frente de ambições e formas de estar egocêntricas. 
Fazemos inclusão social quando promovemos a paridade e igualdade entre homens e mulheres, quer no acesso à filiação associativa, quer nas actividades quer ainda nos órgãos dirigentes.
Fazemos inclusão social quando abrimos as nossas portas a pessoas portadoras de deficiência física ou mental com actividades próprias ou mesmo em actividades regulares.
Fazemos inclusão social quando temos entre nós imigrantes de várias gerações que para além de contribuírem para o mosaico multicultural, cruzam os seus saberes com os nossos, proporcionando a diversidade e o interculturalismo.
Fazemos inclusão social quando os espaços físicos associativos são os únicos espaços que os cidadãos de várias idades, particularmente os mais idosos, têm como referência e ponto de encontro para combater a solidão.
Fazemos inclusão social quando nos associamos com outras instituições com objectivos comuns e lutamos por melhores serviços públicos como a água, os transportes, a segurança, a saúde, o ensino ou a justiça.

É o momento de perguntarmos:
o que seria a sociedade portuguesa sem esta riqueza voluntária?
Quantas crianças, jovens, adultos e idosos temos ajudado a vencer as dificuldades materiais e espirituais, transmitindo-lhes valores, auto-estima e força para viver e manter-se do lado certo da vida?

Como dizia Saramago:

"Somos a memória que temos e a responsabilidade que assumimos.
Sem memória não existimos
e sem responsabilidade talvez não mereçamos existir”.

Nota: Há uma pessoa que tive o prazer de conhecer e testemunhar o seu querer em ajudar! venham mais cinco como tu amiga! :)

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