terça-feira, 8 de junho de 2010

Plano de Exploração Continuada em Beja

Pulido Valente e PS: desonestidade e incompetência

Solicitados para comentar a nota divulgada pela Câmara Municipal de Beja junto dos órgãos de Comunicação Social a propósito de um chamado Plano de Contenção e de Recuperação, sem prejuízo de uma posição mais detalhada após conhecimento pormenorizado das propostas, já que foi afirmado na reunião geral com os funcionários da autarquia que do mesmo só seria dado conhecimento aos vereadores da CDU na próxima reunião de Câmara, que se realiza no dia 16 de Junho, atitude que evidencia o desrespeito que o presidente e os vereadores do PS têm pelos vereadores eleitos da CDU, pois realizando-se uma reunião de câmara dois dias antes da reunião geral, dia 2 de Junho, estes senhores não tiveram a hombridade de participar que a mesma se iria realizar e qual o seu conteúdo. Esta falta de respeito mostra a prepotência e a falta de democraticidade em que assenta a sua base de trabalho, consideramos oportuno dizer neste momento o seguinte:

Falta sentido de rigor e seriedade política ao Presidente da Câmara e aos Vereadores eleitos pelo PS. Das várias medidas anunciam-se algumas que nem de perto têm a ver com iniciativa e mesmo competência da Câmara mas sim de outros órgãos.

- A decisão de diminuir 5% no vencimento dos eleitos foi uma iniciativa do Governo e é uma competência da Assembleia da República. Afirmar-se que está garantido o pagamento do subsídios de férias e de Natal aos trabalhadores do município, como se mexer nessa questão, isto é, decidir pagar ou não pagar, fosse uma competência ou decisão do município é menorizar a inteligência dos trabalhadores já que toda a gente sabe que essa é também uma competência da Assembleia da República.

- Dizer-se que se salvaguardam os postos de trabalho depois de não se terem renovado um conjunto de contratos - e se perspectivar a não renovação de outros que terminam proximamente - é uma atitude de um forte cinismo político que traduz a falta de respeito e consideração por aqueles que perante uma situação de desemprego vão ver agravadas as suas condições de vida.

- Falar em redução de horas extraordinárias, diminuição de gastos em combustíveis, telecomunicações, apoios a entidades, etc, etc, é um 'dejá vu' que Pulido Valente e os restantes eleitos do PS repetem desde o inicio do mandato.

- Anunciar o cancelamento de obras quando neste momento apenas, à excepção das iniciadas no mandato anterior que obtiveram financiamento comunitário também por intervenção do anterior executivo CDU, tudo ou quase tudo está parado, é quase um exercício de humor negro.

- As situações de dificuldades gerais parecem ‘cair como sopa no mel’ para o actual executivo da Câmara já que a apresentação deste 'Plano' é aproveitado para esconder a incapacidade e a incompetência dum Executivo que deixa parar a estrutura (há viaturas que deixam de andar por falta de combustíveis), um serviço como o da reparação de arruamentos em betuminoso, com o estado em que se encontram um enormíssimo número de ruas em alcatrão, está parado há cerca de um mês porque o Executivo deixou acabar os materiais; uma obra como a do Jardim Público, que era para ser concluída em três meses, iniciada em Novembro, está ao que parece parada não se vislumbrando quando reabrirá ao público este espaço; para não falarmos de outras situações tão ou mais gritantes.

O Presidente da Câmara continua a MENTIR ostensivamente falando de uma divida herdada de 40 milhões de Euros e relativamente à qual os próprios documentos que apresentou para aprovação do Orçamento para este ano, desmentem.

Perante esta situação e atitude demagógica e folclórica do Presidente da Câmara, não há nenhum Plano, há sim uma falta de objectivos e de projectos autárquicos que à sombra da crise e da suposta divida herdada vão fazendo de Beja a capital da demagogia.

Nota: Recebida por email. Obrigado pelo esclarecimento e posição!
  

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